segunda-feira, 10 de outubro de 2016

O Tempo

Me parece muito natural que o tempo passe e você se perceba cada vez mais sábio, cada vez mais conhecedor de si e cada vez mais paciente com esse grande complexo de coisas acontecendo que é a vida. Recebo isso com naturalidade por que eu tenho o tempo como um amigo, um velho conhecido, íntimo, um aliado. Faz parte da minha personalidade esperar o tempo natural das coisas e como o tempo costuma resolver os problemas, curar as feridas, etc. Não é que eu simplesmente aceite a vontade do tempo com passividade, ou que eu não corra atrás pra resolver meus próprios problemas. 

É que eu sei que, pra algumas perguntas, só o tempo pode ter a melhor resposta. Eu ouço o tempo, entendo ele e deixo ele tomar as rédeas quanto é preciso. Há algum tempo eu já vinha percebendo esse traço da minha personalidade, mas graças ao tempo (ele de novo), eu me conheço melhor a cada minuto. Daí eu aprendi que tudo nesse complexo de coisas que é a vida, tem um tempo, então eu escolho respeitá-lo. Na minha vida amorosa, eu percebi que eu deveria aproveitar meu tempo sozinho, e aproveitar o tempo enquanto estiver em um relacionamento. No trabalho eu entendi que nada é urgente, e tudo tem o seu tempo pra ser resolvido, e eu tenho segurança pra administrar o meu tempo.


O tempo é meu e eu sou do tempo. É a maior relação que eu já tive na minha vida. Aliás, que eu vou ainda ter, pois se depender de mim, esse casamento vai durar até o meu tempo acabar.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Capítulo 28

2015 foi um histórico pro mundo, mas e vou reduzir à minha vida, afinal esse blog fala dela. Aliás, abrindo um parênteses, minha ideia de manter esse blog é pra que eu leia quando estiver mais velho e tenha certeza de que eu tive uma vida bela, apesar dos percalços comuns a qualquer ser humano. E se eu estiver lendo isso aos 70 anos (espero que sim!), eu posso dizer pra mim que quando eu tinha 28, imaginava que aos 70 anos, em 2056 (se não me engano), o mundo seria um lugar mais ameno de se viver, a nova geração já se estabeleceu e que eu pude ser um gay feliz (e orgulhoso!). Bem, mas voltando a 2015, como diria meu amigo Jorge, rapaaaaaaaz!! Que ano!

Na minha vida pessoal, eu praticamente me casei. Estava namorando com um rapaz que conheci em Fortaleza há uns seis meses, e o trouxe pra Recife, pra minha casa, pra minha vida. Não sei se tomei uma boa decisão, e confesso que a dúvida sempre paira, mas eu tenho certeza de que quis fazer e tomei atitude, talvez a atitude mais adulta dos últimos anos. É uma responsabilidade enorme, e pra mim, responsabilidade tem um peso enorme, por que eu levo ela ao pé da letra. Ser o "responsável" não é fácil. É um fardo pra poucos. E é difícil. Bem, mas pra mim é uma tarefa prazerosa que eu faço questão de cumpri-la. Mas eu nunca fiz isso por tanto tempo seguido e, assim como no trabalho que falarei mais na frente, enfrentei isso como um desafio.

Desafio. Essa palavra define bem o 28° capítulo de minha vida. 2015 foi um ano desafiador em todos os sentidos - e pra todo o mundo, literalmente. Desafios na economia, na política, desafios sociais e pessoais. Meu primeiro desafio de 2015 foi me tornar o chefe da família, tomar as rédeas e o controle das finanças de casa, do meu relacionamento e da minha família. Primeira atitude como "governador" foi a nossa mudança (física) para uma outra casa. Uma outra cidade, um outro ambiente. Conferi muito mais conforto e regalias à minha família. Nos levei pra mais próximos da nossa família (avós, tias e primos).

No trabalho eu dei mais um grande passo na Martpet, fui oficialmente promovido ao cargo de Gerente de Mídia. E como foi desafiador. Mas respondi à altura. Ganhei meu primeiro prêmio como Mídia, ganhei destaque no mercado e ganhei a fama de "chefe carrasco" - muito carinhoso! Tive pulso pra decidir uma demissão, e tive firmeza pra decidir o melhor caminho pra guiar o departamento que estava nas minhas mãos. Afinal, cumprir tarefas com responsabilidade é minha especialidade. E o fiz, mesmo que desagradando algumas ~amizades~ que se distanciaram de mim, pois não souberam lidar com esse novo "eu".

Apesar de todos esses desafios, eu nunca deixei - e espero nunca ter deixado - de sempre me questionar, de tentar acertar e de querer ser bom pras pessoas. Eu busquei rever e rever minhas atitudes, pensar e repensar no que tinha que fazer, pra tentar ser justo e responsável. Meu senso de justiça e de responsabilidade nunca esteve tão aguçado.

Então, Eu com 70 anos, como me saí? 2015 foi um ano bom, apesar de tudo. Inclusive, pra sua informação, neste exato momento em que escrevia esse texto, estava sentado na minha cama, brigado com meu companheiro, triste pelo fardo da tal responsabilidade. Na verdade, nesse exato momento eu tinha pedido pra acabar o relacionamento, desistindo desse desafio. Mas não encaro essa desistência como um fracasso, e sim como uma resolução. Na verdade eu espero que esse 29° capítulo, nesse ano de 2016, seja de resoluções, seja um capítulo final de uma temporada para início de uma nova no próximo 30° capítulo.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Eu sobrevivi aos 27


27 anos é uma idade meio cabalística. Kurt Cobain, Amy Winehouse, Janis Joplin e Jimmy Hendrix são alguns exemplos do mito que existe acerca dessa idade. Ah! 27 anos era a idade de Britney Spears quando ela esteve no ápice do seu surto. Os  27 anos me acompanharam por 2014 inteiro, então eu tinha que registrar como eu sobrevivi a este ano e cheguei nos 28.

Bem, o ano passado começou péssimo já no primeiro dia. Ainda nos últimos minutos de 2013, tive um ataque de bipolaridade e meu humor foi pras "cucuias". Entrei numa mazela que demorou pra sair de mim mais de quatro dias. Logo depois da festa de réveillon fui assaltado. Apesar de tudo isso, consegui chegar em casa salvo. Por muito pouco eu não cancelava minha festa de aniversário já toda programada. Mas eu comemorei a chegada dos 27 anos, e foi maravilhoso! Todas as pessoas que me amam, demonstraram mais amor ainda, e a festa foi incrível. Foi um dia tão especial, que se arrastou ao longo do mês, com presentes e comemorações até quase os últimos dias de janeiro. Foi a partir daí que eu comecei a olhar 2014 de uma maneira diferente. Logo em seguida, em fevereiro, finalmente nos mudamos pra outra casa. Foi do jeito que queríamos e está sendo maravilhoso até agora. Em março surgiu uma oportunidade na agência onde trabalhava (e ainda trabalho). Foi o início da minha guinada profissional do ano. Tomei responsabilidade pela principal conta da agência e logo depois fui nomeado como líder da área técnica que trabalho. Março ainda me proporcionou a melhor viagem ao Rio de Janeiro de todos os tempos, com a companhia de amigos maravilhosos. Foram seis dias inesquecíveis, com tiradas históricas e uma visita básica ao PROJAC.

Depois das férias, com fôlego renovado, recebo o convite de passar um tempo numa outra cidade: Fortaleza. E mais uma vez recebo um importante voto de confiança. A "meia idade" deixa a gente "meio maduro", daí comecei a olhar as oportunidades da vida por um ângulo mais prático. Analisando os prós e contras, e tudo o que essas oportunidades vão representar de um modo geral na minha vida. Parecia uma planilha na minha frente, onde eu estava fazendo um cálculo das probabilidades do que poderia acontecer dependendo da minha decisão. E eu fui. A recepção foi maravilhosa em Fortaleza, e logo na segunda semana, já parti pra Brasília, pra uma reunião no Ministério das Comunicações. Eu voei alto, literalmente. O trabalho e a convivência em Fortaleza foram muito fluidos, e o universo conspirou ao meu favor. Tudo deu certo, inclusive a Copa do Mundo, que teve sim e foi espetacular. Tive a oportunidade de fazer um intercâmbio intensivo, conhecendo gente do mundo todo e aspirando cultura por todos os lados. Queria mais copas.

E então eu conheci uma pessoa. Mais uma pessoa. E veio pra ficar. Eu me apaixonei e fui correspondido, pela primeira vez em mais de cinco anos. Passamos por julho, agosto, setembro e outubro juntos, e apesar de um momento de afastamento necessário pra esclarecer (para ambas as partes) o que realmente queríamos das nossas vidas, continuamos juntos por novembro e dezembro também. E já se vão seis meses juntos. Os planos estão a todo vapor e estão sendo colocados em prática.

Resumindo meus 27 anos, posso dizer que eu sobrevivi. Aliás, eu vivi muito esse 2014. E contra as teorias da conspiração dos 27 - e seguindo o exemplo de Britney Spears, calor, que com esta mesma idade lançou um dos seus álbuns mais épicos da história da música -, eu fiz de 2014 o melhor ano de toda a minha vida. Bem, 2015 deve ser um ano de equilíbrio e manutenção. E espero escrever aqui ano que vem que eu casei, que consegui cumprir meus objetivos para o ano, e que com 28 anos eu fui mais feliz que com 27 anos.

#tittobday

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Íntimo

Decidi escrever sobre mim de um modo mais íntimo, me expor, mostrar alguns dos meus lados que podem ser para algumas pessoas, o lado mais podre de um ser humano. Pura hipocrisia! Estou num momento de grandes mudanças na minha vida. Mais que isso, to colhendo alguns bons frutos que plantei nos últimos 27 anos.

Minha família é linda e está cada vez mais reunida. Eu não gosto de programas em família. Eu sou “matuto”, gosto de ficar sozinho e sou avesso a carinho familiar. A retribuição do carinho muitas vezes é ensaiada e roteirizada, e quando improviso alguma gracinha, pronto, viro a sensação da reunião familiar. Só consigo ser essencialmente humano e sensível com as crianças. Apesar de toda a frieza, sinto uma paz enorme no meu coração em ver toda a minha família junta. Vai entender!
Trabalho: alguns anos atrás eu pensaria nesse momento como um vértice de crescimento que mais na frente culminaria numa queda, pois “seria normal ter altos e baixos”. Sim, é normal em todas as áreas da vida, mas no profissional, esse movimento de altos e baixos tem muito mais a ver com o estado de espírito com que a pessoa encara a rotina, do que com o desempenho na profissão. O normal é crescer na sua área de atuação, receber mais, ganhar status no mercado, acumular responsabilidades... Isso são frutos que se colhem ao longo do tempo. Chegou o tempo de colheita. Mas, para não passar fome, precisamos sempre estar plantando, e eu estou fazendo isso, pois me tornei um excelente agricultor. Domino a técnica e desenvolvi a prática.

Depois de mais de doze anos cercado pela mesma vizinhança, estamos mudando para novos ares. Não tenho casa própria ainda, e nem cedo para a pressão geral (geral mesmo!) da obrigação de ter uma casa própria – esse é o maior sonho de qualquer pessoa, menos o meu, que ainda valorizo muito mais o fato de simplesmente ter um teto para me proteger da chuva. Mas do que simplesmente renovar os ares, a mudança tem um gosto especial pra mim: não gosto do lugar onde passei os últimos mais de doze anos. As pessoas me olham dos pés a cabeça diariamente, as pessoas entram na sua casa sem serem convidadas, as pessoas não tem o menor senso coletivo. Essas mesmas pessoas repugnantes devem surgir na próxima vizinhança. Mas serão pessoas novas, e eu sou um adulto novo.


E finalmente, a porra do amor. A pergunta mais freqüente dos últimos meses, vinda dos meus amigos e dos meus familiares: e o(a) namorado(a)? Sim, namorado ou namorada por que ainda existe quem insista em fingir que não faz idéia da minha sexualidade. Está aí, escancarada pra quem quiser “descobrir”. Minha resposta (ensaiada, claro!) é a mesma: to mais focado no trabalho e nos estudos. Eu não sou muito de ligar pra romance, mas essa freqüente pergunta me deixa péssimo, por que deixa bem claro o quão fracassado eu sou nesse quesito. Daí eu decido perguntar por quê ninguém quer me “assumir”? Pausa: “ninguém” pois tem muitos alguém, e nenhum me quer pra ser o único, e olha que muitos dos alguém duram mais que alguns relacionamentos que eu tive – esse tópico merece um texto único em breve. Voltando ao assunto, descobri que minha reputação não me ajuda muito. Definitivamente eu não sou pra casar, e nem serei. Vou continuar com meus rolos e cuidar de ser rico o mais rápido possível, por que sendo rico, vão aparecer muitos “pretendentes”.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Mãos Abertas



Eu abri mão da minha felicidade porque sei que a felicidade que eu quero não é a que devo ter. É bem simples: ser racional para ser feliz. De verdade. Não é só querer satisfazer as necessidades do meu corpo ou do meu coração, é restringi-las e educa-las. Não é me privar do que pode me dar prazer, é buscar prazer naquilo que, além de prazer, vai satisfazer meu desejo por felicidade.

Eu abri mão de ir atrás de quem eu gosto só pelo fato de ser impulsivo, de ser adepto do “faça o que o coração manda”. Aqui o coração já não manda mais, ele obedece. É que a cada passo que eu dava atrás daquilo que eu gostava – achava que gostava – mais um calo aparecia, mais desgastado ficavam meus pés. É que se até Deus tem planos, como pregam, por que então eu iria me deixar levar por instintos que eu ainda não sei de onde vêm?

Eu abri mão do prazer que eu sentia quando estava com ele na cama, e isso por que essa é a parte mais plástica e mais domável. Eu nunca fui domável nesse quesito. Falando em abrir mãos, elas estão me ajudando e muito nessa parte. Como se o prazer é fácil, abrir mão dele com ele vai ser mais fácil.

Dessa vez não tem choro, não tem grito, não tem escândalo. Abri mão de tudo à surdina, tranquilamente, sem alarde, pra que não volte. Tranquei a sete chaves, joguei ao mar e deixo ir embora. Deixo levar embora também minha capacidade de amar com o coração, e nunca mais vou me permitir sofrer, chorar, gritar ou escandalizar. Vou ser cabeça até o fim, vou amar racionalmente.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Ainda nos 20 e poucos...

Cheguei aos 26.
Parece que consigo visualizar muito claramente as mudanças das novas idades que chegam pra mim. Vou deixar o clichê de dizer que me sinto mais maduro e pular pro que me aconteceu nesse último ano e o que eu espero pra esse novo ano.

2012 foi um ano bom, conheci mais pessoas, algumas que vão ficar e outras que vão passar. Acho que nesse ano eu me dediquei bastante a ser mais sociável (eu não me acho muito simpático!). Mas esse ano foi meio morno, nada demais aconteceu na minha vida. Mudei de trabalho, de novo. Hoje sou responsável pelo meu trabalho e respondo por dois departamentos, isso ajuda no crescimento profissional. Voltei a estudar no finalzinho do ano, e isso meu deu mais um gás. Pessoas voltaram pro meu convívio pra me fazer mais feliz!

O que eu espero pra esse novo ano e essa nova idade? Mais atitude de minha parte quanto a cuidar de minha saúde, mental e física. Preciso me alimentar melhor, me dedicar mais à academia e ler mais - principalmente. Há anos que não exercito minha leitura e nem me dedico de verdade à academia. Pelo menos já comecei: to buscando me alimentar melhor, tomando Herbalife (que sim, traz benefícios, e eu já senti alguns!) e organizei os livros que vou ler pra faculdade. No mais, o objetivo de ser feliz despreocupado das preocupações e das pressões é o mesmo dos outros anos.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Pessoas Más

Que difícil é se relacionar com as pessoas. Difícil demais! As pessoas nunca sabem o que querem, como querem e pra quando querem. As pessoas são egoístas, as pessoas não tem um escrúpulos. São malvadas, são exigentes, são doentes. Eu também sou assim. Bem, pelo menos eu admito.
Hoje estava vindo pro trabalho e, por tabela, ouvindo a conversa de duas amigas - evangélicas - que falavam sobre a faculdade. Uma delas, horrorizada e enojada, falava que sua sala é cheia de "homossexuais e sapatão", que enchiam a faculdade, e ela e seus amigos héteros ficavam incomodados de ter que conviver com essa realidade.
Sábado passado, enquanto fazia um tour pelos canais da TV aberta, acabei parando no programa do Pastor Silas Malafaia, e ele estava falando exatamente sobre a polêmica com os movimentos que defendem os direitos dos homossexuais. Bem, temos que ouvir os dois lados. Foram dez minutos ouvindo tanta coisa absurda que ouvi ele se defendendo das críticas que acabei mudando de canal e não consegui escrever uma única palavra para postar alguma coisa que expressasse minha indignação ao assisti-lo.
Eu sou a favor, aliás, tenho consciência que todas as pessoas têm o direito de ter uma opinião formada a respeito de um assunto, assim como acho que as pessoas devem expressar essas opiniões. Só acho que o jeito como se faz isso está errado. As pessoas costumam opinar criticando, apontando como certo e errado - até eu mesmo já fiz/faço isso. Por quê a gente tem preguiça de pensar antes de falar? Por quê a gente não cala a boca logo? Por quê somos tão más? Parei. Me calei e espero não ouvir pessoas más.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

25


De repente, um quarto da vida se passou. O que eu fiz em 25 anos? Cresci, no mínimo. COlhi as merdas que plantei e as flores também. O papo de "eu cresci agora sou um adulto" já passou faz tempo, maturidade nunca foi um problema pra mim, a grande questão dessa nova idade que chega pra mim é: eu to mesmo preparado pro meu futuro?

Ontem fui à Olinda, às prévias do carnaval, e percebi que estou mais prudente, mais preocupado com minha integridade física mesmo. Eu me via observando a multidão e com medo de jogar no meio, olhando pra todos os lados, atento a qualquer movimento suspeito. Há alguns anos atrás eu era mais afoito. Bebendo menos, saindo pouco, isso é mesmo ser adulto, de fato? Eu ando brincando que a velhice chegou, que já não aguento mais tanta folia e tantas saídas, mas eu sinto que tô assim mesmo, não pela velhice, até por quê são 25 anos, o auge dos 20. Muita gente já me disse que desde a minha volta do Rio de Janeiro que eu tô meio recluso, mais 'na minha', eu até percebi isso mesmo - coisa que veio bem naturalmente, diga-se de passagem - mas não achava que estava tão perceptível.

Ontem também assisti, mais uma vez, ao filme 'O Diabo Veste Prada', e pela primeira vez o vi de uma maneira mais 'adulta', fazendo um paradoxo com minha vida profissional e as escolhas que eu vou ter que fazer pela frente, não que sejam exatamente iguais, mas pelo menos um comentário que um dos personagens - o Naidgel - fez, sobre a conciliação da vida pessoal com a profissional, deixando claro que uma não fica equilibrada com a outra, ou você tá bem sucedido no amor, ou tá bem sucedido no trabalho. Parece muito comigo. Nos três últimos anos, que decidi me manter solteiro, colhi bons frutos no âmbito profissional. Vamos em frente! Que venham mais 25 anos.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

2011


Se um dia eu cheguei a falar que tive o melhor dia da minha, posso afirmar, com certeza, que 2011 foi o melhor ano que já tive até hoje. Posso afirmar com toda certeza que tive grandes conquistas e que foi o ano em que eu tive mais coragem. Os momentos ruins e tristes foram proporcionalmente marcantes. Vamos lá!

Depois de um 2010 finalizado cheio de turbulências e mudanças, janeiro acompanhou o ritmo. Muito trabalho e muitas expectativas apenas, nada concreto. De marcante mesmo, apenas a minha festa de aniversário, diga-se de passagem, comemorando não apenas meus anos, mas de meus amigos Carlos e Lenine. A melhor festa que já tive! Fato. A que mais aproveitei, lembrada até hoje, inclusive pelos presentes. Já o mês de fevereiro trouxe as prévias do carnaval, que esse ano comemoramos tardiamente em março. Nunca aproveitei tanto as prévias: meus primeiros Baile Municipal e Bal Masqué. Perfeitos! As prévias também me trouxeram aquele que se tornaria a maior decepção amorosa da minha vida. Chegou o carnaval em março, e eu estava com ele, acompanhado e me apaixonando. Me entregando. O carnaval passou, o mês de março passou, o emprego foi embora e ele também. O início de abril foi o pior momento do ano, e da minha vida. Entrei em depressão pelo fim do que eu achava que seria um começo, tive dias de cama regados a muitas lagrimas. Não quero sentir isso de novo.

Final de abril e, para me ajudar a melhorar, um novo emprego, um novo desafio. Gente legal, trabalho legal. Eu começo a me reconstruir. Pós graduação. Depois de alguns anos esperando, finalmente conseguir iniciar. Estou feliz! Mas ainda não esqueci. “Sometimes it lasts in Love, but sometimes it hurts, instead”. Voltando à vida, maio e junho foram meses de construção, alicerçar o trabalho, me dedicar aos estudos, manter os velhos amigos e criar novos laços. Julho me surpreendeu com uma mudança no trabalho. Um espaço não esperado e, pimba!, fui contratado. Agosto me trouxe uma notícia que há algum tempo estava esperando: Britney Spears vem ao Brasil! Preparação. Não posso perder isso. Praticamente passei este mês e setembro comprando passagem, ingresso e organizando a viagem. Minha primeira viagem pra mais longe do que já tinha ido. Outubro foi, digamos, agitado. Baladas e mais baladas. Mas pára. Esse período tive duas grandes e dolorosas perdas: meu avô Manoel e meu tio Claudio. Apenas boas lembranças.

Em novembro aconteceram os dois maiores acontecimentos do ano, talvez, da minha vida: fiz minha primeira viagem pra um lugar mais distante, o Rio de Janeiro, sozinho; e fui ao show de Britney Spears, a realização de um grande sonho. Esses dois acontecimentos foram tão marcantes, que mexeram comigo como pessoa. Conheci um lugar lindo e maravilhoso, tanto que comecei a perceber como realmente vivo num lugar restrito, de pessoas restritas. Conheci (pelo menos de longe) uma pessoa batalhadora, amada e que fez grandes conquistas. Inspirador. Dezembro me trouxe minha primeira tatuagem! Sim! Finalmente, depois de muito ansiar e muito adiar, tomei coragem e fiz minha tatuagem.

Termino 2011 me conhecendo e me admirando mais. Sou muito corajoso. Sou muito frágil. Preciso crescer mais. Aliás, percebi que crescer é um movimento de evolução que nunca termina, ou seja, sempre tem algo pra me tornar melhor. Agora, me preparo para 2012 e para os meus 25 anos. Obrigado 2011.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Britney Spears, Rio de Janeiro e um novo “eu”


Depois de anos cantando, dançando, idolatrando e acompanhando a carreira de Britney Spears, finalmente realizei um dos meus sonhos: vê-la cantar ao vivo! Sim! Eu consegui! Aconteceu no dia 15 de novembro, no Rio de Janeiro. Foi uma sensação que eu jamais experimentei na vida. Foi extasiante, paralisante, emocionante, encantador e entusiasmante. Foi avivador! Posso resumir o momento como um divisor de águas, não só pela realização do sonho, mas pela minha atitude de encarar uma viagem mais pra um lugar mais longe sozinho, meter a cara e enfrentar uma situação que eu até tinha receio!

Foi minha primeira viagem pra um lugar mais distante, de avião, e eu a fiz sozinho! Me virei sozinho! Provei pra mim mesmo que eu posso fazer qualquer coisa que eu quiser, basta apenas ter coragem e meter a cara. Ver Britney ao vivo foi a realização de um sonho que cultivo há muitos anos, e vê-la ativa, cantando e dançando, foi entusiasmante. Ela é uma batalhadora e me inspira a ser mais persistente e mais forte, a tomar as rédeas da minha vida. O Rio de Janeiro é lindo e também me inspirou a buscar meu crescimento.

À beira dos 25 anos, eu voltei mudado e é muito perceptível. Estou mais introspectivo. Talvez seja apenas o momento, mas sei que vai me fazer ser mais maduro e mais forte do que eu achava que já era.

Titto Ferrera

Titto Ferrera
registros da minha vida!